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:: A cidade

Guimarães situa-se no Baixo Minho, uma região morfologicamente marcada por montanhas e vales. É um Município com 160.000 habitantes, o segundo do país em termos de população, se exceptuarmos as metrópoles de Lisboa e Porto.

Guimarães é considerada o berço da nacionalidade portuguesa, nesta cidade nasceu D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal e também foi neste local que se deram os acontecimentos mais marcantes que conduziram à independência de Portugal.

Integrada em território cristão desde a Alta Idade Média, os primeiros passos para a fundação da Cidade terão sido dados entre 950 e 959, com a edificação, pela Condessa Mumadona Dias, de um convento dúplice localizado onde actualmente podemos encontrar a Igreja da Oliveira. Para sua protecção foi edificado pela Condessa, no Monte Latito, o Castelo de Guimarães, em torno da qual as populações se começaram a fixar.

Entre o séc. XV e meados do séc. XVIII a cidade conhece um período de intenso desenvolvimento urbano, do qual herdou a actual traça de cariz Renascentista, Maneirista e Barroca, período esse que legou a Guimarães muitos dos edifícios senhoriais, administrativos e religiosos que hoje são imóveis de interesse arquitectónico nacionais.

Em 1853 a Rainha D. Maria II confere a Guimarães o estatuto de cidade, em reconhecimento da sua dimensão urbana, em boa medida resultante do dinamismo industrial e comercial da “Villa”. Com efeito, a expansão industrial de Guimarães em torno dos cortumes, da cutelaria e do têxtil haviam-lhe conferido uma importância económica assinalável, transformando-a, até à actualidade, numa cidade eminentemente industrial.

De 1926 a 1974, ainda por força do imparável dinamismo industrial, a cidade conhece um período de ampliação e renovação. O advento da democracia e o crescimento económico resultante da adesão à União Europeia, por seu turno, foram em boa medida responsáveis pela grande expansão urbanística e construtiva dos últimos anos. Contudo a modernidade não se construiu à custa do Património edificado. Em meados da década de 80 do séc. XX, com o contributo das autoridades, técnicos e população, é iniciada a recuperação do Centro Histórico de Guimarães, integrado, desde 2001, na lista do Património Mundial da UNESCO. A cidade viu, assim, reconhecida a recuperação, a todos os títulos exemplar, de um conjunto arquitectónico urbano tão rico e diversificado, como romântico e autêntico.